domingo, 2 de dezembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Essa é para o Panda!!!

Não fique na mão!



Foto: Ricardo Soares
Por Ana Lídia Borba

Desde que foram introduzidos ao mercado em 2009, os câmbios eletrônicos conquistaram progressos notáveis. Ainda assim, há quem os veja com certa
desconfiança, atribuindo certos problemas que possam acontecer durante o pedal à falta de confiabilidade.

Nada mais equivocado. A maioria dos problemas com câmbios eletrônicos em competições pouco tem a ver com a confiabilidade do equipamento. Normalmente, trata-se de descuido do próprio ciclista, que, diante da nova tecnologia, não consegue encontrar mecânicos capacitados nem peças de reposição durante viagens. Sem contar que ele mesmo não faz a mínima ideia do que aconteceu
com o equipamento. Moral da história: fica na mão.

Isso não aconteceria se o experiente ciclista (ou seja, você!) fosse mais previdente e mantivesse a revisão em dia, entre outras precauções que podem passar sem o custo de mão de obra especialista. São medidas simples, como fazer o ajuste fino, conferir o encaixe dos cabos etc. Convencido? Então, confira
uma série de procedimentos que você mesmo pode fazer para evitar contratempos

1) Revise a bicicleta em um mecânico especializado

A Shimano oferece cursos gratuitos para os mecânicos que desejam trabalhar com câmbios eletrônicos. Procure fazer as revisões sempre com um profissional
capacitado e não espere encontrar assistência especializada onde for competir — pode não haver.

2) Não se esqueça de levar o carregador de bateria!

Mesmo que a bateria esteja cheia e a viagem seja de apenas dois dias, leve o carregador. É pequeno, leve — e um atleta prevenido vale por dois.

3) Proteja o câmbio

Os câmbios eletrônicos são tão sensíveis quanto os mecânicos. Na hora de embalar a bicicleta, desencaixe o passador traseiro da gancheira e proteja-o adequadamente. Atenção também com os cabos, que não devem ser pressionados ou esticados em excesso.

4) Retire a bateria para a viagem

Algum botão pode ficar pressionado durante o transporte e, com isso, consumir toda a bateria. Para evitar esse risco, retire a bateria do suporte e leve-a separadamente.

5) Carregue a bateria na mala de mão

No caso de viagem aérea, leve a bateria na sua bagagem de mão. No compartimento de cargas, com temperatura negativa, a carga das baterias de íons de lítio (como as dos câmbios eletrônicos e notebooks) é
consumida rapidamente.

6) Confira o encaixe dos cabos e a fixação do suporte de bateria
Ao montar a bicicleta, observe se os cabos estão bem encaixados nos passadores dianteiro e traseiro e nas conexões próximas ao guidão. Veja também se o suporte da bateria está bem fixado — principalmente no caso de bicicletas que não são próprias para receber o câmbio eletrônico e, portanto,
receberam alguma “gambiarra” na instalação.

7) Cheque se a bateria está mesmo carregada

Mesmo que a bateria tenha sido carregada antes da viagem, confira a carga ao chegar ao local do pedal. Para isso, pressione qualquer botão de mudança de marchas por alguns segundos e observe o indicador de carga: luz verde contínua significa que está cheia; verde piscando representa menos de 50% da
capacidade; se a luz for vermelha, é melhor recarregar
.
8) Faça ao menos um treino leve para testar a bicicleta

Mesmo que seja em um giro de 15 minutos, procure testar a bicicleta um dia antes da prova, prestando atenção em eventuais ruídos, falhas de freios, rodas presas ou lentidão na troca de marchas. É importante que o teste seja feito na véspera da prova, pois no dia não haverá tempo para resolver qualquer problema.

9) Aprenda a fazer ajustes básicos

Nem sempre você encontrará um mecânico que conheça câmbios eletrônicos ou terá internet à disposição para guiá-lo nas regulagens. O ajuste fino desse tipo de câmbio é bastante simples e raramente necessário, portanto vale a pena aprender a executá-lo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Tiro certeiro de Contador na Milão-Torino



Foto: Graham Watson
Por Tadeu Matsunaga

Campeão da Vuelta a España, Alberto Contador (Saxo Bank) voltou ao alto do pódio em uma das clássicas mais tradicionais da Itália. O espanhol conquistou o título da Milão-Torino 2012 nesta quarta-feira (26 de setembro) após um ataque na segunda e última subida da prova, em Colle di Superga, onde superou o italiano Diego Ulissi (Lampre).

Rabottini (Farnese Vini) e Rocchetti (Utensilnord) protagonizaram a primeira fuga do dia, mas logo foram alcançados por Capecchi (Liquigas), Niemiec (Lampre), De Weert (Omega Pharma), Chris Sorensen (Saxo Bank) e Stefano Locatelli (Colnago).

Na sequencia, um grupo com nomes renomados começou a tomar o controle da prova: Hesjedal (Garmin-Sharp), Ulissi y Marzano (Lampre-ISD), Kessiakoff y Kangert (Astana), Basso (Liquigas-Cannondale), Feline e Sella (Androni-Venezuela).

Com quebras acontecendo na parte final da prova, quem surgiu para arrematar a vitória foi Contador. Acompanhado num primeiro momento por Vincenzo Nibali (Liquigas) e Joaquim Rodriguez (Katusha), o espanhol mostrou que, em 2013, tem tudo para continuar como um dos principais escaladores do pelotão.

‘El Pistoleiro’ atacou nos últimos quilômetros, depois de 195 km de percurso e duas montanhas – a última delas em Superga com apenas 5 km, mas trechos com 10% de inclinação e triunfou para colocar seu nome na história da clássica italiana.

1. Alberto Contador (Saxo Bank) 3:32:12
2. Diego Ulissi (Lampre-ISD) a 15
3. Fredrik Kessiakoff (Astana) a 24
4. Joaquín Rodriguez (Katusha) a 36
5. Carlos Betancur (Acqua&Sapone) m.t.
6. Fabio Taborre (Acqua&Sapone) a 43
7. Domenico Pozzovivo (Colnago CSF) a 45
8. Chris Sorensen (Saxo Bank) a 46
9. Vincenzo Nibali (Liquigas-Cannondale) a 48
10. Franco Pellizotti (Androni-Venezuela) a 53

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Desafio de Campos - Route Bike

Team Allez,

Para quem não pode participar do Desafio de Campos-Route Bike, vejam as lindas imagens que nosso amigo Marcos Pestana capturou.
Abraço a todos,




 










































segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Volta Ciclística - Manoel Torres (102 km - Pilar do Sul)

Parabéns Gisele pelo feito.

Todos da Allez estão muito felizes por você!!!



Gilbert se proclama campeão mundial



Foto: Graham Watson
Por Tadeu Matsunaga

Philippe Gilbert conquistou o título do Campeonato Mundial de estrada, neste domingo (23), em Valkenburg (Holanda), vestindo a camisa arco-íris em sua terceira participação em Mundiais. Gilbert assegurou a vitória depois de um bem sucedido ataque em Cauberg a poucos quilômetros da meta – mesma região onde também já havia vencido a Amstel Gold Race.

Enquanto Gilbert conquistou a medalha de ouro, o norueguês Edvald Boasson Hagen terminou com a prata, seguido pelo espanhol Alejandro Valverde. O belga, na véspera da prova, havia afirmado que teria sete horas para salvar sua temporada e assim o fez com brilhantismo, embora tenha deixado a Vuelta a España com duas vitórias por etapa.

O final ainda foi marcado por uma certa surpresa, já que o time belga parecia trabalhar para Tom Boonen, enquanto Gilbert se encarregava de controlar os ataques de Vincenzo Nibali (Itália). Porém, o polivalente ciclista da BMC saltou da roda do compatriota e protagonizou um forte ataque “solo” para consolidar um segundo semestre de recuperação no ProTeam.

Com 250km de percurso, quem parecia disposta a oferecer trabalho foi a seleção espanhola, com Pablo Lastras e Antonio Flecha realizando ataques e promovendo quebras no pelotão, e o multicampeão Alberto Contador que chegou a figurar numa importante fuga junto com Thomas Voeckler e Robert Gesink. Já os belgas pareciam não ter muitas preocupações, tanto que um forte Mersmann foi o responsável por anular o grupo de escapados.

Na última volta, com o grupo compacto as marcações e ataques começaram, mas foi no Cauberg que tudo se decidiu. Nibali atacou com autoridade, mas Gilbert e Valverde – ambos muito bem – controlavam as tentativas do italiano e eram seguidos por outros fortes ciclistas. Contador e Samuel Sanchez se desgastaram na tentativa de marcar alguns rivais, enquanto a esquadra belga, numa tática perfeita, agiu no momento certo e com o atleta certo.

Gilbert contra-atacou Nibali, enquanto Valverde pareceu esperar por Óscar Freire. O tricampeão mundial era seguido por outros fortes velocistas como John Degenkolb (Alemanha) e Allan Davis (Austrália). No entanto, com Philippe Gilbert abrindo uma margem considerável nos metros finais e reforçando sua regularidade das temporadas anteriores, coube aos demais disputarem a medalha de prata, pois o título era do belga.

Rafael Andriato,único representante do Brasil na elite, terminou na 49ª posição, com 2min21s de atraso. Andriato acabou em um grupo com alguns bons nomes como Ben Swift, Chris Sorensen, Bauke Mollema e Gustav Larsson.

Classificação 
1 Philippe Gilbert (Bélgica) 6:10:41
2 Edvald Boasson Hagen (Noruega) 0:00:04
3 Alejandro Valverde Belmonte (Espanha) 0:00:05
4 John Degenkolb (Alemanha)
5 Lars Boom (Holanda)
6 Allan Davis (Australia)
7 Thomas Voeckler (França)
8 Ramunas Navardauskas (Lituânia)
9 Sergio Luis Henao Montoya (Colombia)
10 Oscar Freire Gomez (Espanha)